domingo, 31 de maio de 2009

Sentido diferente


Tenho me sentido diferente

Uma serenidade descontrolada

Euforia que se confunde com calma

Nessa louca paz inusitada


Tenho me sentido diferente

E todos, estranhamente, não me compreendem

Julgamentos descabidos, impertinentes

Que se fazem prisioneiros de mim


Tenho me sentido diferente

E não há motivo para tanta diferença

Inquietude da razão sem estribeiras

Do devaneio crescente, acalentador


Tenho me sentido diferente

Guardando, aqui, somente alegrias

Despindo-me das nostalgias

Advindas de uma esperança sem fim


Guto Mattos


2 comentários:

Anônimo disse...

Guto Mattos,
São nas dicotomias da vida e do ser que se aprende a viver. Não tem outra forma de participar da arte do viver. Você destaca, e muito bem, ambiquidades do sentir, mas finaliza com alegrias da "esperança sem fim". Creio que não há o fim da esperança mesmo! Há o viver a esperança, partilhar a esperança e as esperanças! Sentir-se diferente é a originalidade humana, mas lembre-se que somos iguais a todos, parecidos com todos e diferente de todos... tudo isso ao memso tempo, contudo, devem levar à identidade. Esta é o sentido da saúde humana!
Grande abraço, FR

Ana Luna disse...

Adoro esse texto seu...Não só esse, mas tudo que você escreve... Fã é fã né?Penso as vezes..."Quem não se sente diferente em algum momento da vida?
Somos diferentes e ponto. Mas quando esse diferente é mais que diferente... E se torna fora do dito "comum"?
A vida toda lutamos contra e a favor de nós mesmos.
Viver é realmente um desafio e não dá p'ra sair da guerra sem arranhões e aquelas cicatrizes que carregamos no peito. Bom, também sair sem arranhões não tem graça (risos)TE AMO Ana Santos 11/2009