Tenho me sentido diferente
Uma serenidade descontrolada
Euforia que se confunde com calma
Nessa louca paz inusitada
Tenho me sentido diferente
E todos, estranhamente, não me compreendem
Julgamentos descabidos, impertinentes
Que se fazem prisioneiros de mim
Tenho me sentido diferente
E não há motivo para tanta diferença
Inquietude da razão sem estribeiras
Do devaneio crescente, acalentador
Tenho me sentido diferente
Guardando, aqui, somente alegrias
Despindo-me das nostalgias
Advindas de uma esperança sem fim
Guto Mattos


2 comentários:
Guto Mattos,
São nas dicotomias da vida e do ser que se aprende a viver. Não tem outra forma de participar da arte do viver. Você destaca, e muito bem, ambiquidades do sentir, mas finaliza com alegrias da "esperança sem fim". Creio que não há o fim da esperança mesmo! Há o viver a esperança, partilhar a esperança e as esperanças! Sentir-se diferente é a originalidade humana, mas lembre-se que somos iguais a todos, parecidos com todos e diferente de todos... tudo isso ao memso tempo, contudo, devem levar à identidade. Esta é o sentido da saúde humana!
Grande abraço, FR
Adoro esse texto seu...Não só esse, mas tudo que você escreve... Fã é fã né?Penso as vezes..."Quem não se sente diferente em algum momento da vida?
Somos diferentes e ponto. Mas quando esse diferente é mais que diferente... E se torna fora do dito "comum"?
A vida toda lutamos contra e a favor de nós mesmos.
Viver é realmente um desafio e não dá p'ra sair da guerra sem arranhões e aquelas cicatrizes que carregamos no peito. Bom, também sair sem arranhões não tem graça (risos)TE AMO Ana Santos 11/2009
Postar um comentário