Tenho me sentido diferente
Uma serenidade descontrolada
Euforia que se confunde com calma
Nessa louca paz inusitada
Tenho me sentido diferente
E todos, estranhamente, não me compreendem
Julgamentos descabidos, impertinentes
Que se fazem prisioneiros de mim
Tenho me sentido diferente
E não há motivo para tanta diferença
Inquietude da razão sem estribeiras
Do devaneio crescente, acalentador
Tenho me sentido diferente
Guardando, aqui, somente alegrias
Despindo-me das nostalgias
Advindas de uma esperança sem fim
Guto Mattos


